05/01/08

Onde come um comem dois.

Por: Vula Magina de Aleluia.



Estive atentamente relendo uma matéria de meu grande amigo e camarada Manuel Caetano, e não pude deixar de reflectir sobre o assunto. Estou de acordo com quase tudo que o autor da crónica Angola para os Angolanos, especialmente quando pergunta sobre o destino das verbas do petróleo, diamantes e tantas outras riquezas minerais que o nosso país produz diariamente faça sol ou chuva.

Igualmente concordo com o facto de que estamos num país mais de jeitos que projectos. Se existem projectos muitas vezes não saem do papel embora não posso negar que muitos destes projectos resultam as vezes em algumas obras “descartáveis”.

Em resposta ao meu grande Kamba Man Bebas, chamo atenção a todos os angolanos residentes no exterior e não só, revoltados com a presença dos estrangeiros em Angola. Reconheço a preocupação de nós os donos do país em termos que ser nós mesmos a explorar o potencial económico que à nós pertence despertando atenção ao investimento do nacional em detrimento do Congolês, Maliano, e Chinês como fez questão de ressaltar em seus escritos o autor do testo Angola para os Angolanos.

Desde 1975, que somos chamados a tomar os nossos lugares mas infelizmente tão logo o tomamos queremos usufruir a sós o que no fundo pertence a todos os Angolanos. Desvios de fundos, má governação e injustiça quase sempre fazem parte do dia a dia do dirigente, empresário e até mesmo comerciante angolano. O desemprego em alta escala, provocou caos ao nosso país em tempos já idos, esforçando muito jovem a aderir ao mundo do crime, o que hoje já não se justifica pois em cada cantina ou loja de um senegalês, maliano, coreano ou mauritaniano que se abre, cerca de três a cinco angolanos são empregados. É claro que nem todo o investidor estrangeiro faz isso. Acabam aprendendo com os próprios “donos da terra” que por se acharem ricos de mais recusam-se trabalhar como pedreiros, carpinteiros, empregados de limpeza, só para citar alguns casos. Lamento dizer que muitos de nós nos esquecemos que não é o homem que dignifica o trabalho, mas sim o contrário. Prezados amigo, quem escavaria os buracos para a rede telefónica se por acaso expulsarmos os chineses? Quantos jovens estarão empregados se as vagas de empregos são anunciadas somente depois que estas estejam preenchidas pelos sobrinhos, filhos e primos dos senhores de colarinho branco? Ah já me ia esquecendo que o angolano muitas vezes prefere mandar os seus dinheiros para o exterior, impedindo assim o crescimento da economia e consequentemente a inserção de mais jovens no mercado de trabalho. Já não estudamos muito por escassez de universidades, se nos impedirem de trabalhar com os estrangeiros, o que faremos? Continuaremos bebendo? Sim porque com a demanda de fábricas de cerveja, investimento dos “ANGOLANOS” teremos daqui em tempos uma sociedade ébria e eles sempre se enriquecendo.

Abram os olhos manos.

1 comentário:

Hugo de Macedo disse...

Boa tarde, preciso por favor dos contactos de S. Exa. Sr Governador e/ou de S. Exa. Sr. Vice-Governador, uma vez que os constantes aqui no site não estão a funcionar...obrigado. Hugo Macedo - Portugal